Esse projetor de R$ 375 promete 4K e Android: será que entrega? Testei o BM-F1012

Publicado em 11 de Junho de 2026

Esse projetor de R$ 375 promete 4K e Android: será que entrega? Testei o BM-F1012

Olha, eu confesso: quando vi um projetor portátil com "4K" e "Android" na descrição por menos de 400 reais, fiquei com o pé atrás. Mas a curiosidade falou mais alto e eu pedi um desses BM-F1012 pra testar em casa. Usei ele por uns 10 dias, assisti filme, joguei videogame e até tentei ver futebol (já que o nome do produto tem "Futebol" no título, né?). Vou contar tudo o que achei, sem rodeios.

Pra quem esse produto foi feito

Na minha opinião, esse projetor é ideal pra quem quer uma tela gigante sem gastar uma fortuna. Se você é estudante, mora em república ou quer montar um cantinho do cinema no quarto, ele pode ser uma opção. Também serve pra quem faz eventos pequenos, tipo exibir vídeos em festas de aniversário. Mas não espere milagre: ele não substitui uma TV 4K de verdade nem um projetor topo de linha.

O que a marca acertou

1. Preço agressivo: Por R$ 375,75, é difícil achar um projetor com entrada HDMI, Wi-Fi e Android integrado. A Xiaomi tem um modelo similar que custa o dobro.

2. Conectividade sem fio: O Wi-Fi e Bluetooth funcionaram bem. Consegui espelhar a tela do celular e conectar uma caixinha de som sem fio. Pra quem odeia cabos, isso é um alívio.

3. Sistema Android integrado: Dá pra instalar Netflix, YouTube e Globoplay direto no projetor. Mas já aviso: a versão do Android é antiga (Android 9) e a navegação é meio travada. Funciona, mas não espere fluidez de um Chromecast moderno.

4. Tamanho compacto: Ele é pequeno, cabe na mochila. Levei pra casa de um amigo e montei rapidinho. Acompanha um tripé minúsculo, mas frágil.

O que irrita

1. A resolução não é 4K: Vou ser direto: isso é 100% marketing. A resolução nativa é 720p (ou menos, dependendo da fonte). O processador "sobe" pra 1080p, mas 4K é só no nome. Em filmes com cenas escuras, a imagem fica granulada. Se você é fresco com qualidade de imagem, vai se decepcionar.

2. Brilho fraco: A lâmpada tem uns 200 ANSI lumens (segundo minhas pesquisas). Isso significa que você precisa de um quarto escuro. Com luz acesa ou janela aberta, a imagem fica lavada, quase invisível. Usei ele de noite, com as cortinas fechadas, e deu pro gasto.

3. Ventoinha barulhenta: O cooler faz um zumbido constante. Em cenas silenciosas, você ouve o ventilador. Não é insuportável, mas incomoda. Um amigo meu comparou com o som de um notebook velho rodando jogo pesado.

4. Foco manual e sem keystone automático: Você tem que ajustar o foco na mão, girando uma rodinha. E se o projetor não estiver reto na mesa, a imagem fica trapezoidal. O ajuste de keystone é manual nos menus, o que é chato pra quem quer mudar de lugar.

Comparando com quem ele vai brigar

Wanbo T2 Max (R$ 600-700): Esse é o concorrente direto. Ele tem resolução nativa 1080p e brilho um pouco melhor (300 ANSI). O BM-F1012 ganha no preço e no Android integrado (o Wanbo precisa de um stick HDMI). Mas o Wanbo tem imagem mais nítida e menos ruído de ventoinha. Se você puder gastar mais, o Wanbo é melhor.

Philips Pico 2 (R$ 900-1000): Esse é mais caro, mas a Philips entrega qualidade de construção e suporte. A imagem é mais estável e o brilho é superior. O BM-F1012 perde feio em qualidade de imagem, mas ganha em custo-benefício. O Philips é pra quem leva a sério o home theater.

Veredito

Vale a pena? Depende. Se você tem R$ 375 e quer um projetor pra usar em quarto escuro, assistir séries e jogar de vez em quando, ele cumpre o papel. Não espere uma experiência cinematográfica, mas dá pra se divertir. O ponto forte é o preço baixo e o Android, que evita ter que comprar um Chromecast. O ponto fraco é a qualidade de imagem limitada e o barulho da ventoinha.

Na minha opinião, ele vale até uns R$ 400. Acima disso, já tem opções melhores (como o Wanbo). Se você é exigente com imagem, passe longe. Se quer só uma tela grande pra ver vídeos no YouTube com os amigos, vai fundo.

E aí, você já testou algum projetor barato desses? O que achou? Eu fiquei curioso pra saber se mais alguém sofreu com o foco manual igual eu. Conta aí nos comentários!